Todos os dias saio de casa com os instrumentos às costas e é com sorrisos abertos que sou recebida em cada chegada à escola.
Muitos se dirigem a mim como a professora de musicoterapia e é com carinho que acolho este título, que tanto prezo e admiro, mas a verdade é que os meus objetivos enquanto profissional são maioritariamente fora do âmbito pedagógico. Muito menos sou professora de musicoterapia pois o que faço é aplicar a técnica e não o seu ensino. Posto isto, posso dizer que sou a Andrea e sou Musicoterapeuta.
Sei também que esta dúvida surge porque poucas pessoas sabem o que faço e o que faz um Musicoterapeuta.
O campo de intervenção da musicoterapia é muito vasto, quer em termos de público-alvo, abrangendo desde o neonatal à gerontologia e cuidados paliativos, quer em termos terapêuticos, podendo incidir sobre objetivos de natureza fisiológica, cognitiva, emocional e/ou social.
Na educação especial, o foco da intervenção varia naturalmente de acordo com as necessidades identificadas e os objetivos estabelecidos, tendo como fim último o desenvolvimento saudável da criança.
Todos temos as nossas dificuldades… Há quem troque os “q’s” pelos “r’s”, há quem não consiga ficar quieto, há também quem fique tímido e tenha medo de falar, e quem sinta que não tem amigos para brincar, ou que até tem amigos, mas passa a vida a zangar-se com eles... Mas também é verdade que todos somos bons em alguma coisa…
Em Musicoterapia há espaço para tudo, há espaço para o erro, como há para o sucesso, valorizamos a expressão pessoal de cada um, respeitamos as suas particularidades e centramos o foco nas possibilidades e não nas dificuldades.
Em cada sessão, desenvolvemos recursos e comportamentos construtivos e benéficos ao bem-estar físico, mental e emocional. Usamos a voz, o corpo, instrumentos musicais de fácil manejo/execução, materiais lúdico-educativos e, ocasionalmente, recorremos ao sistema de som e escutamos canções específicas.
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Os processos individuais possibilitam um melhor conhecimento da criança ou do jovem, o estabelecimento de uma relação terapêutica mais personalizada e uma aplicação mais precisa às suas necessidades. Os processos grupais possibilitam o aprofundamento do autoconhecimento da criança ou adolescente, mudanças no afeto, cognição e comportamentos, estimulando igualmente a socialização. |
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A musicoterapia chegou ao Monte da Lua, graças ao apoio da Câmara Municipal de Sintra e, é com um enorme prazer, que vemos a possibilidade de dar continuidade a este projeto que, pouco a pouco, tem vindo a chegar à cada vez mais alunos/as. |
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Apresentação de alguns momentos:
Website:
https://www.musica-e-gestos.pt/



















