Sintra oferece aos seus visitantes imensas possibilidades de contacto com a obra de artistas plásticos, com espaços concebidos para dar a conhecer não apenas a obra de autores consagrados, mas também daqueles que pretendem afirmar o seu nome.

Foi precisamente para conhecer alguns destes espaços e artistas que, no passado dia 30 de novembro (domingo), 12 formandos do processo RVCC (S42 e S43), na companhia de familiares e amigos, participaram numa visita de estudo organizada pelas formadoras das áreas de CLC e CP.

A primeira etapa da visita fez-se pela Volta do Duche (o nome deriva dos banhos públicos aí instalados em 1848 e que fecharam em 1908), uma caminhada agradável, não obstante o vento cortante que se fazia sentir. Objetivo principal: apreciar as várias esculturas em exposição ao longo do passeio, tomando nota de autores, temáticas, materiais usados… Também estivemos atentos a outras realidades circundantes: a Fábrica das Verdadeiras Queijadas de Sapa, a entrada para o Museu Anjos Teixeira, a entrada para o Parque da Liberdade, a Fonte Mourisca, e ainda o trabalho de artistas e artesãos que ali mostram a sua arte.

De seguida, fazendo o percurso até à Estefânea, chegámos ao Museu das Artes de Sintra (MU.SA) onde visitámos as exposições a decorrer.

A primeira exposição, intitulada A Montanha, integra-se na comemoração dos 30 anos da classificação de Sintra como Paisagem Cultural da Humanidade e exibe as paisagens de Sintra existentes nas coleções municipais. De entre os artistas representados destacamos João Cristino da Silva, com Estrada da Pena (1855-57), Artur Anjos Teixeira, com Chovendo em Sintra (1930), Maria Almira Medina, com Castelo dos Mouros (1943), Stuart Carvalhais, com Sintra e seus arredores… (1940-41).

A segunda exposição visitada dá a conhecer um dos nomes mais marcantes do modernismo português, a pintora e ilustradora Mily Possoz (Lisboa, 1888-1968). Mily Possoz: uma poética do espaço apresenta o trabalho desenvolvido durante os anos 1943-1968, correspondendo sensivelmente aos anos em que a artista viveu em Sintra. Em destaque está a paisagem de Sintra, retratada em pintura, desenho, gravura e tapeçaria.

Uma das artistas que ocupa um espaço permanente no Museu é a escultora Dorita Castel-Branco, que se destacou na escultura, na tapeçaria, no desenho e na medalhística, área que lhe valeu diversos prémios em Portugal e no estrangeiro.

A finalizar a visita, uma incursão no universo hiperativo e obsessivo da artista espanhola Nádia Duvall. Touch Scream é uma exposição pluridisciplinar, abrangendo uma diversidade de formas artísticas que vão desde a pintura à escultura, passando pela instalação, pela fotografia e pela cinematografia.

Esta foi uma manhã bem passada em companhia de colegas, amigos e familiares, sempre com a arte como pano de fundo!

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